Posts tagged ‘CCBB’

ÍNDIA!

Na semana passada visitei a exposição ÍNDIA!, organizada pelo Centro Cultural Banco do Brasil, aqui no Rio. Pelo que havia visto do material de divulgação na época da inauguração, eu imaginava que esta seria uma exposição interessantíssima em diferentes aspectos, mas fiquei bastante surpreso com a quantidade de itens apresentados: muito maior do que eu acreditava. Seria inútil tentar descrever aqui a riqueza de detalhes que só podem ser percebidos diante de cada peça, ou o impacto causado pelos enormes tecidos impressos a partir de carimbos, e também dos trajes repletos de estampas, cores, bordados e pedrarias… Fiquei muito impressionado não apenas com a diversidade e profusão de objetos expostos, mas também em poder ver tudo de perto, em minúcias — uma experiência enriquecedora e bastante estimulante em termos de inspiração. Não só a arte a Índia antiga faz parte da exposição, mas também trabalhos de artistas contemporâneos, o que torna a mostra ainda mais rica e interessante, já que, de algum modo, é possível traçar um paralelo entre o antigo e o atual.

Abaixo, algumas imagens e informações capturadas do folder da exposição.

Ministério da Cultura e Banco do Brasil apresentam ÍNDIA!, mostra que reúne arte contemporânea, antiga e popular, em diversos suportes, constituindo a maior exposição de cultura indiana já realizada em nosso país.

Figuras votivas em terracota. Tâmil Nadu, 2011. Coleção Particular.

Dividida em 4 temas — Povo, Deuses, Formação da Índia Moderna e Arte Contemporânea — a mostra traz peças pertencentes ao Museu de Arte Asiática de Berlim (Alemanha), ao Museu Rietberg de Zurique (Suíça), ao Museu Nacional de Etnologia de Leiden (Holanda), ao Museu Histórico Nacional (Rio), ao Instituto Ricardo Brennand (Recife) e a coleções particulares, além de fotografias antigas da Alkazi Foundation for the Arts (Índia), itens de arte popular e obras de arte contemporâneas cedidas por artistas e instituições privadas na Índia.

Vishnu em sua forma universal, abrangente: Vishvarupa. Escultura em pedra. Bihar-Bengal, século XI.

O conjunto é abrangente também no aspecto temporal, uma vez que estão presentes peças com mais de dois mil anos e outras realizadas especialmente para a exposição.

Jumadi ou Jarandaye. Máscara em latão. Karnataka, século XX.

Abrigando civilizações tão diferentes, Índia e Brasil espelham-se no passado colonial comum e no acelerado progresso atual que atrai as atenções do mundo inteiro. O desenvolvimento tecnológico e o processo de globalização econômica vêm aproximando países geograficamente distantes neste início de milênio, e isso também se estende aos campos da arte e da cultura.

Pintura sobre papel (detalhe). Kangra, início do século XIX.

Com a exposição ÍNDIA! o Centro Cultural Banco do Brasil espera proporcionar ao público brasileiro a oportunidade de conhecer de perto a riqueza e diversidade cultural desse país fascinante.

Jitish Kallat. Hemoglíficos, 2009. Óleo e acrílico sobre linho, bronze.

Quem tem interesse no tema não deve perder esta oportunidade que me parece única. A exposição ficará no Rio até 29 de janeiro de 2012, no CCBB. De terça a domingo das 9h às 21h. Entrada franca. CCBB | Rua Primeiro de Março, 66 – Centro.

Ravinder Reddy. Migrante, 2011. Escultura em poliéster, resina e fibra de vidro.

19 dezembro 2011 at 0:46 4 comentários

O MUNDO MÁGICO DE ESCHER

No fim de semana passado visitei a exposição O MUNDO MÁGICO DE ESCHER (o nome não poderia ser mais apropriado), organizada pelo Centro Cultural Banco do Brasil, aqui no Rio. Grande admirador do trabalho do artista gráfico holandês Maurits Cornelis Escher (1898-1972), eu não poderia deixar de aproveitar uma oportunidade única como essa. Para mim foi uma experiência emocionante poder ver de perto obras originais que eu havia visto apenas em livros ou sites. Não existe comparação entre poder estar frente a frente com um desenho autêntico (observando cada detalhe, cada sutileza) e estar diante de uma reprodução impressa em livros ou revistas (quase sempre em tamanho reduzido). A diferença pode ser considerável e nos deixar ainda mais maravilhados com aquilo que já julgávamos maravilhoso. Foi a impressão que tive ao apreciar a arte de Escher: os trabalhos revelam não só suas dimensões reais, mas também ganham muito em termos de cor, textura, volume, nuances…
A primeira vez que tive contato com a arte de Escher foi nos anos 80, nas aulas da Escola de Belas Artes da UFRJ. Foi fascínio imediato “descobrir” um trabalho que me pareceu não apenas surpreendente e inovador, mas indiscutivelmente mágico.
Desnecessário dizer que a exposição é imperdível, mas acho conveniente informar que foi lançado um livro bastante interessante — com o nome da exposição —, que está disponível na livraria (da Travessa) do CCBB. Não resisti, e comprei um exemplar contendo não somente detalhes sobre as 95 obras apresentadas na exposição, mas também informações valiosíssimas sobre a vida e o trabalho de Escher — várias escritas pelo próprio artista! — incluindo esboços, esquemas, fontes de referencia, fotografias, etc. O livro, em versão bilíngüe (português-inglês), se constitui num relevante “documento” para quem tem interesse em saber mais sobre Escher e seu mundo mágico. A seguir, fotos da capa e de algumas páginas do livro.

O Mundo Mágico de Escher (clique para ampliar)

Abaixo, algumas informações transcritas do folder da exposição.

O Centro Cultural Banco do Brasil apresenta O Mundo Mágico de Escher, a mais completa exposição dedicada ao artista gráfico holandês já realizada no Brasil. A mostra reúne 95 obras, entre gravuras originais, desenhos e fac-símiles, incluindo todos os trabalhos mais conhecidos do artista e suas obras mais enigmáticas.
Especialista em xilogravuras e litografias que tendem a representar construções impossíveis, explorações do infinito e padrões geométricos entrecruzados que passam por metamorfoses e se transformam aos poucos em formas completamente diferentes, Escher se tornou conhecido por sua grande capacidade de gerar imagens com impressionantes efeitos de ilusões de ótica.
Ao realizar O Mundo Mágico de Escher, o CCBB espera proporcionar ao público a oportunidade de conhecer de perto obras raras, que formam um mundo de sonhos, explorando o impossível e o infinito de forma lúdica e instigante.

A exposição ficará no Rio até 27 de março. Depois seguirá para São Paulo, sendo aberta ao público entre 18 de abril e 17 de julho. Entrada franca.

14 fevereiro 2011 at 11:17 13 comentários


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