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FLORA | sacolas | tote bags

Novos produtos com padronagens minhas na ENVELOP.EU.  Três opções de sacolas com variantes da estampa FLORA, todas  bastante alegres e coloridas.

New products with my patterns at ENVELOP.EU. Three options of tote bags with variations of print FLORA, all very fun and colorful.

 

Impressas em algodão 100% (230gr/m²). Tamanho aproximado 43cm x 37cm. Lavável a 80 °C, sem desbotar e sem encolher. As sacolas e os demais produtos da Envelop são comercializados apenas através do site, sendo entregues aqui no Brasil por um frete menor que 1 Euro.

Printed on 100% 230gr/m² cotton. Approx. size H 43cm x W 37cm. Washable at 80°C without fading. No shrinking.

 

2 maio 2011 at 0:11 2 comentários

IPANEMA-LEBLON

Inspirado pelas cores e pela tendência BANDERA para 2012 (segundo a revista Texitura), criei uma mini-coleção de 3 estampas tendo o Rio como tema — ou, mais especificamente, as praias cariocas representadas por Ipanema e Leblon.

A primeira estampa explora listras horizontais intercalando o padrão do calçadão que liga as duas praias (em positivo e negativo) com cores lisas. Sobre estas faixas distribuem-se elementos coloridos ligados ao verão: guarda-sóis, hibiscos e frutas cítricas, que ignoram divertidamente a relação de proporção.

Na segunda estampa, tropicais e coloridas flores de hibisco dividem espaço com folhas de palmeira-leque, também ignorando as leis da verdadeira proporção entre os elementos. O fundo escuro (azul-marinho) faz com que as figuras se destaquem na composição, e alguns toques de branco ajudam a “iluminar” algumas flores.

A terceira estampa tira partido da geometria do calçadão privilegiando o sentido diagonal e recolorindo as figuras com cores tão vivas quanto contrastantes. Um “granulado” num tom de verde-claro simula ligeiramente o desenho das pedras-portuguesas, enquanto uma “sombra” faz com que os elementos em verde pareçam flutuar sobre o fundo rosa.

Abaixo, algumas sugestões de aplicação e uso das estampas em diferentes produtos. Algo que tem me agradado cada vez mais é a ideia de que as padronagens não têm necessariamente que estar “atreladas” a este ou aquele produto ou finalidade — dependendo da imaginação e da intenção certas estampas podem ser aproveitadas de diversas formas e aplicadas sobre superfícies distintas. Assim, a mesma estampa que serve para sandálias pode funcionar bem para cangas ou pranchas de surf — e vice-versa —, bastando redimensionar os desenhos para torná-los adequados ao tamanho dos produtos em questão.

 

26 abril 2011 at 0:05 14 comentários

OBJETOS COMO REFERÊNCIA PARA CRIAÇÃO DE ESTAMPAS

No ano passado, durante as aulas de Laboratório CAD para Estampa I, da Pós-Graduação em Design de Estamparia, tive, enfim, a oportunidade de elaborar uma padronagem na qual já vinha pensando há algum tempo.

A primeira vez em que vi a caixinha de madeira entalhada na casa da minha amiga Kátia Bonfadini, imediatamente pensei que ela seria uma ótima referência, que daria uma bonita estampa. Preciso admitir que ver estampas e padronagens mesmo onde elas não existem é algo que acontece comigo frequentemente. Só depois desse impacto inicial pude apreciar, de fato, os entalhes da caixinha de madeira indiana, um recipiente criado originalmente para guardar chá.

Meu primeiro contato com a caixinha se deu em 2005, e eu me lembro de, na época, ter tirado várias fotos dela imaginando um dia poder usá-la de algum modo para criar estampas — o que acabou acontecendo 5 anos mais tarde.

O projeto final do Laboratório CAD para Estampa I consistia em desenvolvermos uma coleção de estampas vetoriais tendo um país como tema. No sorteio, fui contemplado com a Índia — o que me deixou muito satisfeito e me fez lembrar de imediato da tal caixinha de madeira. Para este trabalho precisaríamos criar 3 estampas corridas e 3 estampas localizadas, sendo que cada uma deveria ter 2 variantes de cor, ou seja, um total de 18 itens.

O primeiro passo do projeto foi elaborar um painel imagético — resultado das pesquisas que eu havia feito em busca de referências relacionadas à Índia. Este painel se constituía numa colagem (virtual) contendo as imagens mais representativas do meu tema e que apresentavam potencial em termos de estamparia. Para mim foi dificílimo selecionar apenas 6 referências diante da quantidade de fotos interessantes que encontrei. Mas de uma coisa eu tinha certeza: a caixinha de madeira entalhada faria parte do projeto.

Não há obrigatoriedade em que o painel contenha apenas as referências que serão realmente utilizadas. Ele pode apresentar outras imagens que transmitam o “clima” da coleção. Além disso, como nesta etapa ainda não se pode ter certeza das referências que efetivamente funcionarão, é interessante haver algumas possibilidades adicionais para o caso de algum estudo não sair como o imaginado. Preciso dizer que, com exceção das fotos feitas por mim mesmo, as fotografias encontradas na Internet serviram apenas para fins inspiracionais (e acadêmicos), não tendo sido usadas diretamente em nenhuma estampa ou de forma comercial. Na verdade, esta colagem nunca foi divulgada fora da faculdade — só o faço agora para melhor compreensão das etapas do processo.

O segundo passo foi a elaboração de uma cartela de cores. Para tanto, usei as imagens do painel a fim de definir as tonalidades mais apropriadas ao tema, considerando, sobretudo, as características da arte e cultura indianas.

Como não havia limite em termos de quantidade, acabei determinando 15 cores para a cartela. Algumas estampas do projeto deveriam apresentar 8 cores, além disso, haveria a necessidade de duas variantes para cada estampa. Assim, achei melhor não ser muito econômico neste aspecto. Evidentemente, cores saturadas e contrastantes não poderiam estar ausentes numa cartela relacionada à Índia, e eu considerei não apenas este fator, mas também a relevância de tonalidades claras e escuras, quentes e frias, marcantes e neutras. Ainda sobre a cartela de cores, particularmente, acho importante que ela seja estabelecida na etapa inicial do projeto, pois acredito que isso pode otimizar os estudos com os motivos, uma vez que eles poderão ser feitos levando em conta as tonalidades já definidas — mesmo que estas combinações de cores experimentais não sejam as definitivas.

Com as cores determinadas, o passo seguinte foi começar os experimentos em relação aos motivos a serem explorados — por uma questão de espaço, vou considerar neste post apenas a caixinha de madeira como elemento de referência para o meu projeto.

Como disse anteriormente, eu tinha feito várias fotografias da caixinha entalhada. Assim, escolhi a melhor foto em termos de resolução e tamanho a fim de imprimi-la em papel A4. Antes disso, usando o Photoshop, fiz ajustes de brilho, contraste e nitidez na imagem para que os detalhes fossem percebidos mais claramente, e também para que ela tivesse o formato de um quadrado perfeito.

Minha intenção ao usar a caixinha como referência não era criar algo absolutamente novo a partir dela, mas, ao contrário, me apropriar de uma imagem peculiar a fim de reconstruí-la para outra finalidade com um novo padrão estético. Como eu estava imaginando elaborar estampas para decoração, achei que quanto mais literal fosse minha interpretação, menos descaracterizado seria o resultado. Meu interesse não era sugerir a Índia ou remeter a ela, mas representá-la nitidamente tirando partido de alguns de seus aspectos reconhecidos mais característicos.

Observando a imagem da caixinha percebe-se que ela explora um motivo floral simétrico. Contudo, por se tratar de um trabalho artesanal, havia muitas irregularidades, próprias do entalhe feito à mão, que achei melhor não reproduzir. Assim, antes de prender o papel vegetal sobre a imagem impressa, escolhi o canto mais bem acabado. Com a lapiseira, desenhei a flor central procurando manter um traço irregular. Depois, desenhei apenas o ramo de um dos quadrantes — este mesmo ramo poderia ser rebatido para o lado oposto duplicando o desenho, que poderia ser novamente rebatido para a extremidade oposta a fim de completar inteiramente o motivo.

No caso de desenhar no papel vegetal sobre uma imagem, eu sempre o faço antes a lápis, não apenas pelo grafite me parecer mais “maleável”, bem como pela facilidade em poder apagar algo que não me agradou. Entretanto, nem sempre o desenho a lápis pode ser usado diretamente na vetorização. Assim, depois disso, refaço todo o desenho com caneta hidrocor (preta, de preferência).

Durante o redesenho com a caneta, preencho toda a área antes apenas contornada e aproveito para fazer pequenos ajustes a fim de facilitar a vetorização do motivo. Como o desenho está sendo feito à mão-livre é natural que não haja perfeição em termos dos traços. Observando bem de perto, algumas bordas não ficam tão chapadas (sólidas) quanto deveriam — como pode ser visto no detalhe da imagem abaixo.

Eu costumo usar uma espécie de truque (pelo menos eu o considero assim) para deixar completamente nítido o traçado do desenho feito com a caneta. Depois de escaneada, abro a imagem no Photoshop e ajusto o brilho e o contraste. Isso faz com que a imagem fique bem mais nítida que o original escaneado. Contudo, as imperfeições permanecem — às vezes até se acentuam. Para eliminá-las, (ou reduzi-las bastante) uso o filtro Gaussian Blur, num nível moderado, o que faz o desenho ficar inteiramente borrado. Em seguida, ajusto mais uma vez o brilho e o contraste até que a imagem volte a ter nitidez. Esse procedimento modifica ligeiramente a forma do desenho original (uma mudança irrelevante no caso deste motivo), mas costuma deixá-lo bem mais definido que antes.

Depois disso, ainda no Photoshop, modifico as cores dos elementos que não desejo que permaneçam solidificados a outros — como, por exemplo, as flores pequenas e os caules. Na versão feita com a caneta estes elementos não estavam unidos, mas eu queria evitar o espaço entre eles. Assim, no Photoshop, destaquei as flores dos ramos pintando-as de vermelho, depois prolonguei os caules até que encostassem nelas. Deste modo, na hora da vetorização, as flores seriam elementos independentes do restante do desenho. A flor maior, isolada pelo fundo branco, também seria um elemento separado do restante do motivo.

Usando o Power Trace do Corel em contorno como tipo de rastreio e em clipart como tipo de imagem, fiz os devidos ajustes de suavização e defini apenas 3 cores (vermelho, preto e branco) para o resultado. Eu poderia ter removido o fundo para obter o traço apenas do desenho, mas como nem sempre apenas o fundo verdadeiro é reconhecido como tal, preferi deixar esta opção desmarcada.

Depois de obtido o traço, de volta ao Corel, desagrupo os elementos e deleto as partes que não me interessam (como o fundo, neste caso). Em seguida, faço todos os ajustes necessários a fim de corrigir as eventuais falhas nas bordas do desenho. Para tanto, elimino alguns nós ou apenas mudo sua posição — e esta pode ser a parte mais demorada e trabalhosa de todas. Depois disso, pinto os elementos com as cores da cartela sem pensar ainda nas combinações definitivas. Quando observei o desenho pintado, achei que a flor maior havia ficado solta demais, não parecendo fazer parte do grupo. Assim, prolonguei parte do caule até que ele atingisse a flor central. Continuando, rebati para a direita o grupo composto pelo caule e flores pequenas a fim de completar simetricamente o desenho. Repeti o procedimento no sentido vertical para formar o motivo inteiro — que acabou se constituindo no módulo de repetição.

Definido o módulo, apliquei-o ao sistema de repetição de meio-salto (half drop), o que significa que a repetição dos módulos na horizontal se daria de forma desencontrada, ou seja, o centro da flor maior seria o limite para o topo e a base dos módulos lateralmente adjacentes (como pode ser visto acima). Só depois de estabelecer estes parâmetros costumo adicionar o fundo (no caso desta estampa um fundo liso), mas isso não é uma regra, pois depende de uma série de variáveis. O próximo passo é pensar nas combinações de cores.

A elaboração dos estudos de cor (ou harmonias de cor) é a etapa que me dá mais prazer em todo o processo, mas também é a que considero de maior complexidade, já que uma combinação de cores mal-feita pode aniquilar uma boa estampa. Não acredito que exista uma regra fixa para que se tenha sucesso nessa tarefa, pois em termos de estampa tudo pode ser muito relativo. Eu costumo usar um critério que, neste caso, funcionou satisfatoriamente. Para mim, as variantes de cor só se justificam se forem tão distintas da estampa original que pareçam novas estampas. É claro que essa “grande diferença” nem sempre pode ser obtida, sobretudo se a cartela de cores não for muito ampla. Porém, uma relação que me parece importantíssima neste caso é o binômio “figura e fundo”. Modificando as relações entre estes dois “elementos” é possível obter resultados surpreendentes. Assim, considerando este princípio, fui combinando as cores da cartela procurando alternar fundos escuros com figuras claras (e vice-versa) e também testando fundos e figuras de cor intermediária. Normalmente faço mais do que o triplo de estudos necessários para poder selecionar os melhores resultados. Abaixo, podem ser vistos os estudos escolhidos, já formatados na apresentação do projeto. Observando-se as cores de cada estampa na lateral esquerda da apresentação percebe-se que elas são praticamente as mesmas. Entretanto, os elementos nos quais elas foram aplicadas fazem com que as estampas pareçam bem diferentes umas das outras.

Na estampa acima explorei um fundo de tom intermediário com figuras em cores também intermediárias e escuras.

Nesta primeira variante tirei partido de um fundo claro combinado com figuras em cores intermediárias e escuras.

Na segunda variante explorei um fundo escuro como base para figuras em cores claras e intermediárias.

Abaixo, uma amostra da padronagem impressa digitalmente, sobre algodão, feita no campus Riachuelo do SENAI-CETIQT — como exemplificação da disciplina Processos e Aplicações em Estamparia.

Acabei aproveitando esta estampa desenvolvida em aula para aplicar nos produtos da Envelop, como já divulguei aqui no blog, pois achei que o resultado poderia ficar bem interessante em itens, como: almofadas, jogos-americanos, guardanapos, aventais e sacolas.

Evidentemente, existem diversas formas de explorar objetos como fonte de referência para a criação de estampas — nem todas tão “literais” quanto esta que apresentei aqui. Meu propósito com este post foi mostrar procedimentos que podem ser adotados na elaboração de estampas e padronagens desde sua concepção até o resultado final. Acredito que só é possível dar o devido valor a algo que se conhece. Talvez, enumerando e descrevendo as etapas envolvidas no processo de criação de uma estampa relativamente simples seja mais fácil compreender o quão trabalhoso este ofício pode ser.

 

29 março 2011 at 0:09 32 comentários

FLORA | CAPAS P/ ALMOFADA | PILLOW COVER

Novos produtos com estampas minhas na loja virtual da ENVELOP.EU. Desta vez, 3 opções de capas para almofadas com padronagens bem coloridas. Frente com estampa em tamanho maior e verso com o mesmo padrão em tamanho menor.

New products with my patterns at ENVELOP.EU. Three options of  pillow cover with prints very graphic and colorful. The front with full size pattern and back to the same print in smaller size.

Impressas em algodão 100% (230gr/m²). Tamanhos: 40cm x 40cm, 50cm x 50cm e 60cm x 60cm . Lavável a 80 °C, sem desbotar e sem encolher.

Printed on 100% 230gr/m² cotton. Approx. size H 40cm x W 40cm, H 50cm x W 50cm and H 60cm x W 60cm. Washable at 80°C without fading. No shrinking.

 

1 março 2011 at 0:01 17 comentários

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